Madrugada aberta. Botas pesadas chapinham a lama entre as pedras. A tampa metalizada, com a pressão dos dedos, é afastada. As luvas estão gastas.
Está aí, alguém?
De cócoras, o homem, com água pelos tornozelos, assobia uma canção de embalar.
― Viviane Luis ―
Imagem: Joel Johnson
10 de Janeiro, 2023 at 23:02
Viviane, há trabalhos que parecem complexos, mas a música sempre é uma boa ajuda para acalmar, relaxar e fazer os trabalhos mais agradáveis!!
Inclusive à procura de pessoas e corpos, depois de… quem sabe!
Assobios que mudam a perspetiva… Se o homem assobia, no fundo, está contente!
De que? Quem sabe…
Lindo, Viviane!
11 de Janeiro, 2023 at 11:03
De um lado a rudeza da vida, do outro a simplicidade doce de uma canção de embalar. Um equilíbrio delicado e sensível numa mesma personagem que não assobia para o lado.