Month Junho 2025

O inferno são os outros

No espelho, a penumbra das cortinas corridas desfocava-lhe as marcas do inferno. Não tinha muito tempo. Ajustou no ombro a alça do saco leve enquanto olhava à volta e reconhecia testemunhos mudos de tormentos calados no que tecera em amor… Continue Reading →

Queda silenciosa

Encontravam-se sempre no mesmo banco, sem promessas. As mãos quase se tocavam. Ela falava de livros, ele do mar. Um dia, ele faltou. O banco permaneceu vazio, na semana seguinte. Um mês. Um ano. Restou-lhe o vazio. E a certeza:… Continue Reading →

O inferno são os outros

Sem achar o sentido e encurralado no campo aberto, continuava a marcha. O cheiro já pele, impossível de expurgar, chegaria aos filhos na casa já sem portas. Mesmo que lá não voltasse. – Não escolheste. Não quiseste. Mas continuava a… Continue Reading →

O paraíso sou eu

Sartre rabiscava frases soltas. Soltas como o sentido das coisas. Coisas do dia-a-dia, talheres, mesas, cadeiras e um abajur. Aceso, nem sempre, mas aceso. Sartre tinha medo do escuro, do inferno e dos outros. Mas não contou a ninguém. ―… Continue Reading →

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