Era o dia da aclamação do novo governador, D. Belivaldo Barbosa de Góias. O seu antecessor, o jovem D. Adolfo Azevedo de Sousa, tinha falecido na noite de domingo de ramos, com um golpe misterioso de coração.
O povo, reunido, aguardava em silêncio o bater dos sinos pelo mestre Alfredo, anfitrião da cidade há mais de 60 anos.
Subindo ao campanário, o mestre, de apelido Azevedo de Sousa, contemplava uma última vez as vistas mais bonitas da cidade. Nessa manhã de Páscoa, os sinos não tocaram.

― Dalila Dinis ―