— Doutor, é quando durmo que vejo mais claro, louco dum doce veneno.
Será o café? Será o stress? A melatonina pode ajudar? Ou um chá de tília?
Ou flores de Bach? Ou…
— Senhor Foix, nada de isso vai ser preciso. A sua doença não tem
remédio.
— Meu Deus! Então?
— Olhe para a ressonância magnética do seu cérebro. Indica claramente
que o seu surrealismo está avançado demais.

― Mònica López Bages ―

 

Verso do poema “És quan dormo que hi veig clar” do poeta catalão J.V. Foix
(Poema completo em catalão e português: https://visat.cat/espai-
traductors/cat/fragments/480/245/1/0/-/ronald-polito.html)

Imagem: Entre Les Trous De La Memoire, Dominique Appia