Acordou de repente, como já se tornara habitual, o chão molhado, o ar húmido e frio.
Mantinha-se escondido e em fuga. Não sabia para onde, só de onde.
Nem se tentava lbrar, tão dolorosa era a memória.
Apercebeu-se de uma clareira. Aproximou-se para espreitar por entre os arbustos. Do outro lado, uma povoação, luzes de natal, músicas.
Estaria próximo de algum ponto de viragem? Conseguiria finalmente ser acolhido por alguém?
– Deixa-te de disparates, Masha, tens é que arranjar o que comer – pensou.
De um pulo, disparou a correr pela clareira fora. Quando deu conta, era tarde: Caíam às dúzias, como anjos negros, do céu.
― Teresa Gonçalves ―
21 de Dezembro, 2022 at 11:14
Teresa! Bombas comparadas com anjos de destruição. Uma imagem bélica e poderosa!