(Homenagem a Mònica Bages)
Pensei que viviam na cabeça. Existiam desde sempre na minha. Caraminholas caminhantes preguiçosas entre as membranas do meu cérebro. Quando me disseram que precisava escrever sobre elas, senti que acordavam e bocejavam demoradamente. Permaneci neste estado letárgico por tempo indefinido e as palavras não saiam dos buracos. Até que M. me chamou a atenção para um aspeto da história da vida desses pequenos animais. Disse-me ela: “A minhoca não gosta de estar na cabeça… prefere estar perto do coração. Podes perguntar a qualquer maçã.”
Foi o que fiz.
― Viviane Luis ―
Imagem: Pinterest
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