A notícia correu veloz. Não havia tempo a perder. Compraram-se mantimentos.
Janelas e portas foram calafetadas. As pessoas barricaram-se no lado de dento.
O movimento das assassinas era imprevisível, indetetável. Os que tinham fé perderam-na, os céticos começaram a rezar. A ciência não dava resposta. Devastação e prejuízo eram as únicas certezas.
Passaram muitos dias. A própria noção de tempo já só era algo confuso. Assim, ninguém na povoação enclausurada no seu terror viu quando, descrevendo um círculo amplo de cores e brilho no ar, a pequena fila de borboletas, finalmente, passou.

― Fernanda O’Brien ―

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