Uns dias melhor, outros pior.
Há sacos por ali? Já sabemos que andou «ao lixo».
Há sempre uma «relíquia» a levar para casa (não imagino as divisões, não quero!).
Noutros dias, é o cheiro. Perguntamo-nos quando terá sido o último banho.
Todos se questionam: que vazio será este? Aquele que nunca está preenchido.
Admitamos que, por um qualquer infortúnio da vida, precisa mesmo das coisas: Então para quê tantas inúteis? E, por outro lado, porquê usar hoje a veste que ontem mesmo apanhou no lixo?
E, no entanto, os diálogos são corteses, nada indiciam. A presença é jovial.
Como entender a psique que não se quer tratar?

― Teresa Gonçalves ―