Sentou-se, inspirou fundo o silêncio expectante.
Os dedos longos tomaram consciência antes do voo picado sobre as teclas.
A ressurreição do prelúdio número 5 op. 23 de Rachmaninoff era milagre dele.
Pelo reverso dos olhos esfumou-se a imagem, desvendou-se o sentido.
― Isabel Mattos ―
.
Imagem: Fernando Zóbel – La Corriente, 1981 – óleo sobre tela
15 de Agosto, 2023 at 13:36
Isabel, ao ouvir o prelúdio, foquei a minha atenção na palavra “ressurreição”…!! O que pode fazer uma mão humana… magia ou um milagre, sem dúvida!!
Fantástico, Isabel!!
15 de Setembro, 2023 at 18:29
A peça renasce de cada vez que é executada, é certo, mas só alguns alcançam o milagre da sublimidade.