O cérebro reage ao receber estímulos do exterior.
O coração sente a bater. Pum-pum.
O tempo avança com as agulhas do relógio a caminhar devagar. Tic-tac.
A fala é possível se os lábios se abrem e se esticam. A língua move-se e o ar sai antes
de que os lábios se tornem a fechar. Bla-bla-bla.
Se todo o biológico vive graças ao movimento, porque gostam tanto os pais do século
XXI de ver os seus filhos quietos diante dum ecrã?

― Mònica López Bages ―

Imagem: Mafalda pensante, de Quino