Às 6 da tarde de 16 de novembro do ano da morte de um tal Reis, eu estava à espera do meu anfitrião na porta do meu Airbnb.
Lá, no bairro, havia uma grande celebração, um aniversário centenário. Para festejá-lo, não havia nem bolos nem velas, mas sim palavras. Além disso, os relógios, abracadabra, pararam, todos, às 4. E, na hora certa, os cidadãos tornaram-se cegos e mostraram, flop, flop, de súbito grande lucidez. Exceto alguns que, por medo, não saíram da caverna.
O meu anfitrião, nestas circunstâncias, não apareceu.
Mas foi então que, ao levantar a cabeça, percebi uma tela desenrolada no prédio da frente com a imagem do aniversariante: um homem velhinho, com óculos e sorridente, ao lado de um paquiderme mesmo igual a mim.
― Mònica López Bages ―
24 de Novembro, 2022 at 19:45
Saramago, Pessoa e Estrada a servir de inspiração à Mònica, que pela mão, nos conduz através dos caminhos de uma Ibéria literária.
2 de Dezembro, 2022 at 9:57
Parabéns, Mónica!
16 de novembro, um dia especial para um percurso singular, embora haja interessantes estudos astrológicos comparativos .. ‘Ocupadas’ que estavávamos com os acontecimentos de há uma semana, não démos conta deste elefante!
Mas ele acabou por chegar até nós… ou sempre lá esteve, melhore dizendo!
Um abraço