Sinto muito – disse ele.
Não, não sentes – retorquiu ela.
Juro que sim – continuou ele.
Duvidou ela.
Não acreditas?
Negativou com a cabeça.
Os olhos pousados na chávena de café.
Tens razão. Sou um mentiroso compulsivo. E até nisso minto.
― Viviane Luis ―
Imagem: CHUTTERSNAP
5 de Setembro, 2022 at 9:04
Os mentirosos compulsivos são mesmo perigrosos…
Muito bom, Viviane!
Este diálogo tão dinámico e tão intrigante… Adorei!!
Agora só tenho uma dúvida: ele já tinha provado o que continha a chávena de café? 🙂
Talvez aí havia o remédio a tanta mentira…