Acordo em lugar novo. Confusos, os olhos agarram o que me diz não estar perdida. As vozes asseguram. O cheiro a tinta fresca empurra para descobertas que prometem recompensa do que ficou guardado.
Não sabia ainda que muito continuaria agarrado a cada uma das casas deixadas, que precisaria crescer para voltar atrás e trazê-las comigo.
Pesam, mas amparam.
― Isabel Mattos ―
*in A casa
Poema de Sophia de Mello Breyner
Imagem: Pixabay
24 de Maio, 2023 at 20:56
Adorei a sensibilidade de este texto. Tão teu! Levar as casas consigo e todo o que lá fica… Que maravilha, Isabel! O que pesa, mas agasalha! Parabéns!!
4 de Junho, 2023 at 9:26
Vários que sejam os lugares que vamos habitando ao longo da vida, continuamos sempre a ocupar os espaços do passado e as suas memórias.