Sartre rabiscava frases soltas. Soltas como o sentido das coisas. Coisas do dia-a-dia,
talheres,
mesas,
cadeiras e
um abajur.
Aceso, nem sempre, mas aceso.
Sartre tinha medo do escuro,
do inferno
e dos outros.
Mas não contou a ninguém.

― Viviane Luis ―

Imagem: iStock