Entre a mão e o antebraço, uma luva branca de cetim. No pulso, junto ao peito, uma pequena mala de senhora. O convite tamborilava entre os dedos. Tremia. Sem espelhos em casa, usava a tampa da panela de metal para… Continue Reading →
A decisão fora tomada numa fração de segundo, o disparo da flecha, rápido e certeiro. No chão, ainda quente, magnífico, o animal era um montículo sobre a neve. O momento era de regozijo. A captura significava o término da fome,… Continue Reading →
Parava amiúde nas estações de serviço: Era um hábito antigo que ajudava a evitar parar de repente para «emergências». Naquele dia decidiu ficar por ali um pouco: comer um hambúrguer, olhar o pôr do sol, beber uma coca-cola. O horizonte… Continue Reading →
As conversas que não oiço. As tarefas que me esqueço de executar. As palavras que ficam por dizer. O tempo que passa. As oportunidades que perco. Os compromissos que adio. As promessas que não cumpro. Sobretudo o que sonho… mas… Continue Reading →
O seu olhar reflectia, sobretudo, essa noite em chamas. Mas não só, no bolso interior esquerdo do casaco, sentia a caixa de fósforos, que embora vazia, roçava ligeiramente o peito. Nunca tinha gostado daquela casa. ― Dalila Dinis ―
«Sobretudo quero bombons de chocolate negro», diz a mulher. «Gosto muito, muito deles. Mas não só». E pisca um olho. O aprendiz de chocolateiro queria-se fundir. ― Mònica López Bages ― Imagem: https://www.nestlecocina.es/
Precisaram conhecer-se depois dos olhos, das mãos. Precisaram caminho, mas sobretudo a cada não só se foram percebendo. ― Isabel Mattos ― Imagem de Giordano Rossoni
Quando começou não sei se sou capaz de dizer. Lembro-me, vagamente, daquele dia de início de inverno em que a polícia rondava o bairro. Não é que fosse uma novidade, mas naquele dia, a sirene ecoou mais nos meus ouvidos…. Continue Reading →
Surpreendem-me de todas as vezes que te deixo. São duas adagas finas, que lá longe, em Samarcanda, um mercador com artes de prestidigitação acabou de lançar ao espaço. Sinto quando me atingem, se cravam no topo da garganta, paralelas, até… Continue Reading →
Todas as noites, a sala enche-se de música. A respiração acelera com a emoção. Os olhos fechados, os dedos entrelaçados. Os corpos unidos num abraço perfeito. As almas em sintonia, deixam-se guiar pela doce melodia. Os contos de fadas ensinam… Continue Reading →
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