Category Microcontos

Fortuna

A decisão fora tomada numa fração de segundo, o disparo da flecha, rápido e certeiro.  No chão, ainda quente, magnífico, o animal era um montículo sobre a neve. O momento era de regozijo. A captura significava o término da fome,… Continue Reading →

E não só.

Parava amiúde nas estações de serviço: Era um hábito antigo que ajudava a evitar parar de repente para «emergências». Naquele dia decidiu ficar por ali um pouco: comer um hambúrguer, olhar o pôr do sol, beber uma coca-cola. O horizonte… Continue Reading →

Cabeça de peneira

As conversas que não oiço. As tarefas que me esqueço de executar. As palavras que ficam por dizer. O tempo que passa. As oportunidades que perco. Os compromissos que adio. As promessas que não cumpro. Sobretudo o que sonho… mas… Continue Reading →

Sem retorno

O seu olhar reflectia, sobretudo, essa noite em chamas. Mas não só, no bolso interior esquerdo do casaco, sentia a caixa de fósforos, que embora vazia, roçava ligeiramente o peito. Nunca tinha gostado daquela casa. ― Dalila Dinis ―

Odisseia

Precisaram conhecer-se depois dos olhos, das mãos. Precisaram caminho, mas sobretudo a cada não só se foram percebendo. ― Isabel Mattos ― Imagem de Giordano Rossoni

Sobretudo Medusa, mas não só.

Quando começou não sei se sou capaz de dizer. Lembro-me, vagamente, daquele dia de início de inverno em que a polícia rondava o bairro. Não é que fosse uma novidade, mas naquele dia, a sirene ecoou mais nos meus ouvidos…. Continue Reading →

Dor Surreal

Surpreendem-me de todas as vezes que te deixo. São duas adagas finas, que lá longe, em Samarcanda, um mercador com artes de prestidigitação acabou de lançar ao espaço. Sinto quando me atingem, se cravam no topo da garganta, paralelas, até… Continue Reading →

Sarau

Todas as noites, a sala enche-se de música. A respiração acelera com a emoção. Os olhos fechados, os dedos entrelaçados. Os corpos unidos num abraço perfeito. As almas em sintonia, deixam-se guiar pela doce melodia. Os contos de fadas ensinam… Continue Reading →

Estas coisas sentem-se

— Querido, odeio-te! — Porquê?! Encolheu os ombros, enquanto olhava a lâmina da faca que segurava na mão. ― Mònica López Bages ― Imagem: https://fr.dreamstime.com/photo-stock-je-ne-connais-rien-n-ai-vu-rien-image47263240

Remate

Desta vez ia ser diferente: estas coisas sentem-se. Determinado, avançou. Deu por si no chão, de nariz para dentro e um braço rasgado. ― Teresa Gonçalves ― Imagem: Valery Tenevoy

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