Abriu a janela. Avançou um pé. Depois outro. E, c a i n d o, percebeu que não havia chão. ― Mònica López Bages ― Imagem: Yolanda Jost, Pexels
Num mundo partido, o caos tornou-se tão perfeito que tudo acontece sempre da mesma forma. As ruas desmoronam a horas certas, as tempestades chegam pontualmente às três, e até os gritos seguem padrões que já ninguém tenta decifrar. A desordem… Continue Reading →
Chuva miúda picara frenética a noite quente. Quando a insónia se tornou insuportável, passos quase sonâmbulos levaram-no ao quintal. Na luz ainda a madrugar, uma aragem leve agitou a cortina de névoa, toldando a imagem de um bando ondulante de… Continue Reading →
No universo de Saturno, as regras são inquebráveis. Urânia, a irmã, prepara no caldeirão de cobre, que tem no quintal de casa, a revolução. O rígido, contudo, justo Saturno, aprecia, em segredo, o urdir de uma ideia. Acha graça, mas… Continue Reading →
Espinhos guardam-na. Para quê, se ela brilha formosa e bem sabe que menos é mais? ― Mònica López Bages ― Imagem: Pexels
No dia seguinte, o quarto parecia suspenso num outro tempo. O lençol, amarrotado, guardava a forma sinuosa dos corpos e o perfume da noite. Ela permaneceu imóvel, a escutar o som distante da cidade a acordar, como quem teme quebrar… Continue Reading →
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