A Décima Quarta Mulher

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Flor de um dia (2)

Abriu-se ao orvalho. Radiante. Espinhos confundiram cuidado com prisão. Como fuga, murchou. ― Mònica López Bages ― Imagem: Ivett Elisea, Pexels

Encore

Era o seu dom. Por isso, a voar ou pousado, agradecia aos que o faziam perceber-se especial, cantando e cantando cada vez melhor, em crescendo. Um dia, parado sobre onda mansa de cansaço, olhou-se. As penas caindo uma a uma,… Continue Reading →

Estrela caída

Na noite de Natal, a cidade parecia suspensa num brilho próprio, como se até o ar respirasse mais devagar. As luzes refletiam-se nas janelas antigas e nevava devagar — coisa rara em Londres, mas todos os Natais têm direito ao… Continue Reading →

Sistema

Libertem as lagartas! Por um mundo em que lagartas sejam sempre lagartas! Gritava a crisálida dentro do casulo. ― Viviane Luis ― Imagem: Pintarest

Primeira lição de voo

Abriu a janela. Avançou um pé. Depois outro. E, c a i n d o, percebeu que não havia chão. ― Mònica López Bages ― Imagem: Yolanda Jost, Pexels

disFunção inusiTada

Num mundo partido, o caos tornou-se tão perfeito que tudo acontece sempre da mesma forma. As ruas desmoronam a horas certas, as tempestades chegam pontualmente às três, e até os gritos seguem padrões que já ninguém tenta decifrar. A desordem… Continue Reading →

No meio da neblina

Chuva miúda picara frenética a noite quente. Quando a insónia se tornou insuportável, passos quase sonâmbulos levaram-no ao quintal. Na luz ainda a madrugar, uma aragem leve agitou a cortina de névoa, toldando a imagem de um bando ondulante de… Continue Reading →

Urânia

No universo de Saturno, as regras são inquebráveis. Urânia, a irmã, prepara no caldeirão de cobre, que tem no quintal de casa, a revolução. O rígido, contudo, justo Saturno, aprecia, em segredo, o urdir de uma ideia. Acha graça, mas… Continue Reading →

Flor de um dia (1)

Espinhos guardam-na. Para quê, se ela brilha formosa e bem sabe que menos é mais? ― Mònica López Bages ― Imagem: Pexels

Ainda…

No dia seguinte, o quarto parecia suspenso num outro tempo.
 O lençol, amarrotado, guardava a forma sinuosa dos corpos e o perfume da noite.
 Ela permaneceu imóvel, a escutar o som distante da cidade a acordar, como quem teme quebrar… Continue Reading →

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