Era preciso coordenar o balanço das ancas. Com o quê? Na cabeça, um zumbido sem memória de coisa alguma emudecia qualquer resposta. Debaixo da pele jovem, reduzida a papel de embrulho e que um vórtice interno sugava para dentro, jaziam… Continue Reading →
— Camaradas, às armas! Estou farto de passar fome! — Na origem das guerras sempre há absurdidades, não é? ― Mònica López Bages ― Imagem: Pexels, Luis Quintero
Doi e cresce absurda a cada dia, porque a avidez indiferente lhe nega remédio. Até quando terá que morrer? ― Isabel Mattos ― Imagem: Pixabay
– Também eu tive a minha Sherazade. Todas as noites, uma história. Ela principiava com, “era uma vez” e acrescentava algo mais. Depois, eu pegava na deixa e assim prosseguíamos, num jogo de alternâncias que podia durar até de madrugada…. Continue Reading →
Era uma vez, numa dessas mil e uma noites, um xá que só bebia chá. Verde. Vermelho. Moruno. Rooibos. Quando a sua criada meio surda ia à sala só dizia: — Um chá, por favor. Mas ela não ouvia. —… Continue Reading →
Se não fossem os contos de fada… ― Viviane Luis ― Imagem:Ekaterina Zirina | Crédito: Vecteezy
“Culpado,” decretou, batendo o malhete. E caiu morto. ― Fernanda O’Brien ― Imagem: Katrin Bolotsova, Pexels
A atmosfera estava escaldante. Impossível esperar mais. Tirou os óculos e despiu o fato. Resoluto, estreitou-a nos braços e lançou-se no vazio. Ela sentiu que voava. A salvo no ar, afastaram-se velozes dos dedos grossos de fogo, que haviam tentado… Continue Reading →
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