Category Microcontos

O paraíso sou eu

Sartre rabiscava frases soltas. Soltas como o sentido das coisas. Coisas do dia-a-dia, talheres, mesas, cadeiras e um abajur. Aceso, nem sempre, mas aceso. Sartre tinha medo do escuro, do inferno e dos outros. Mas não contou a ninguém. ―… Continue Reading →

Tragédia

Terias sido a mais bela. Não fora o espelho. ― Fernanda O’Brien ― Imagem: Pexels; Oksana Shpyrka

Abraço do Abismo

Chamaram-lhe naufrágio, mas foi libertação. Quando o casco se abriu, e as águas negras invadiram os corredores, eu não lutei. Soltei as amarras — da culpa, do medo, daquilo que nunca fui. Afundei-me sem pressa, enquanto o mundo lá em… Continue Reading →

Epílogo de uma tragédia no mar

No silêncio das lágrimas sufocadas, o sol adormeceu. ― Isabel Mattos ― Imagem: Mariana Mattos

Naufrágio

No horizonte, uma linha reta divide a minha parte homem da minha parte peixe. ― Viviane Luis ― Imagem: David Popa

Na empresa de escavação

No primeiro dia de trabalho, o chefe pergunta: — Liste o manual? A minhoca encolhe os ombros e abaixa o olhar. Não sabe do que fala. — Destituída! — boceja irritado o chefe enquanto rasga o contrato, cujo segundo ponto… Continue Reading →

Famintas

Sentia as unhas rasgarem a terra húmida. Gritou e, logo, a terra lhe invadiu a boca. Ainda estrebuchou quando o exército implacável de minhocas lhe percorreu o corpo. Lentamente… uma rastejou pela boca, depois pelos olhos. Dias depois, encontraram um… Continue Reading →

Grandeza

Aos pés da cruz, indiferente ao burburinho, a minhoca continuou com o seu infinito labor de salvar a Humanidade. ― Fernanda O’Brien ― Imagem: Pexels

Anónima

Sem saber, *come que come, cava que cava, a minhoca feia e cega ia cumprindo vida a cuidar flores lindas. Sem saber, um dia morreu. ― Isabel Mattos ― *Luísa, sobe que sobe, sobe a calçada (…) In : Calçada… Continue Reading →

(Homenagem a Mònica Bages) Pensei que viviam na cabeça. Existiam desde sempre na minha. Caraminholas caminhantes preguiçosas entre as membranas do meu cérebro. Quando me disseram que precisava escrever sobre elas, senti que acordavam e bocejavam demoradamente. Permaneci neste estado… Continue Reading →

« Older posts Newer posts »

© 2026 A Décima Quarta Mulher — Powered by WordPress

Theme by Anders Noren — Up ↑