Author A Décima Quarta Mulher

Quietude

Durante anos fiz perguntas ao mundo: sobre o amor, o destino, a razão das escolhas e das coisas… Esperei respostas em cartas, em vozes, em sinais no céu. Mas o mundo permaneceu mudo e quedo. Um dia, cansada de esperar,… Continue Reading →

Cadafalso

Dizem que é por causa da visibilidade. O laranja nunca o favoreceu. Demasiado louro, demasiado branco. Branco. Brando, não. A caminho do desfecho, a dúvida: poderia ter sido outro? O silêncio respondeu. ― Viviane Luis ― Imagem: Pinterest

What else?

Os mais bonitos bebem café. É o que diz o anúncio da Nespresso, prometendo glamour em cada gole. Acreditou durante anos, até descobrir que montanhas de cápsulas cresciam nos cemitérios de modernices. Olhou a cápsula entre os seus dedos. Vermelha,… Continue Reading →

Amargo e preto

Encontraram-se no mesmo café de sempre, como quem regressa a um lugar onde o tempo tinha aprendido a esperar. Pediram dois cafés, embora soubessem que aquele seria o último.
 Falaram de coisas pequenas: do frio, das ruas molhadas, de um… Continue Reading →

Epílogo

Entre as palavras caladas por descaso, o último café esfriou, sozinho. ― Isabel Mattos ― Imagem: Getty Images

O último café

Sem café — disse o médico. Foi morar num livro. Na ficção, o vício estava garantido. ― Viviane Luis ― Imagem: Pinterest

Imergidos em azul

— De que cor é o céu? — Azul. — E de que matéria está feito? — De água evaporada. — E o mar? De que cor é? — Azul. — E de que matéria está feito? — De água… Continue Reading →

Sem rede

Encontrou a linha invisível que lhe sustenta o equilíbrio, passo a passo, no labirinto das memórias. ― Isabel Mattos ― Imagem: Getty Images

Breve instante

Era meia-noite. Ficou parada junto à janela, a observar o céu encher-se de luz e estrondo. Entre um ano e o outro não há muro nem ponte, apenas uma linha invisível que atravessamos sem perceber. Todos acreditam que algo muda,… Continue Reading →

Cacto

Foi durante a noite — não pude reagir. De repente, uma linha invisível foi se formando. Decidida, levantei-me e dirigi-me ao espelho. Lá estava ela – calcada no meu rosto. Desmaiei. ― Viviane Luis ― Imagem: Pintarest

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