Uma espada atinge o coração. O corpo é dividido ao meio. Sem sangue. ― Viviane Luis ― Imagem: Casey Horner on Unsplash
Quando uma nau embate contra uma fraga, a semântica não engana. ― Mònica López Bages ― Imagem: Pintura de Claude Joseph Vernet, Shipwreck
Chamaram-lhe naufrágio, mas foi libertação. Quando o casco se abriu, e as águas negras invadiram os corredores, eu não lutei. Soltei as amarras — da culpa, do medo, daquilo que nunca fui. Afundei-me sem pressa, enquanto o mundo lá em… Continue Reading →
No silêncio das lágrimas sufocadas, o sol adormeceu. ― Isabel Mattos ― Imagem: Mariana Mattos
No horizonte, uma linha reta divide a minha parte homem da minha parte peixe. ― Viviane Luis ― Imagem: David Popa
No primeiro dia de trabalho, o chefe pergunta: — Liste o manual? A minhoca encolhe os ombros e abaixa o olhar. Não sabe do que fala. — Destituída! — boceja irritado o chefe enquanto rasga o contrato, cujo segundo ponto… Continue Reading →
Sentia as unhas rasgarem a terra húmida. Gritou e, logo, a terra lhe invadiu a boca. Ainda estrebuchou quando o exército implacável de minhocas lhe percorreu o corpo. Lentamente… uma rastejou pela boca, depois pelos olhos. Dias depois, encontraram um… Continue Reading →
Aos pés da cruz, indiferente ao burburinho, a minhoca continuou com o seu infinito labor de salvar a Humanidade. ― Fernanda O’Brien ― Imagem: Pexels
Sem saber, *come que come, cava que cava, a minhoca feia e cega ia cumprindo vida a cuidar flores lindas. Sem saber, um dia morreu. ― Isabel Mattos ― *Luísa, sobe que sobe, sobe a calçada (…) In : Calçada… Continue Reading →
(Homenagem a Mònica Bages) Pensei que viviam na cabeça. Existiam desde sempre na minha. Caraminholas caminhantes preguiçosas entre as membranas do meu cérebro. Quando me disseram que precisava escrever sobre elas, senti que acordavam e bocejavam demoradamente. Permaneci neste estado… Continue Reading →
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