Category Microcontos

Irmãs Neves

Uma branca. Outra vermelha. Juntas dividiam a maçã. ― Viviane Luis ― . Imagem: Vince Fleming

Doce Múrmurio

No dia em que nos conhecemos, gostei de ver a minha mão encaixada na tua. Todo o meu intelecto, todas as minhas realizações se dissolveram naquele momento… no deleite de sentir a minha mão na tua. Sempre gostei de caminhar… Continue Reading →

Inerte

A meio da noite, na carruagem, acordei estremunhada. Não sei o que me acordou do sono: talvez a já próxima chegada a Portugal, ou o cansaço da viagem. Foram três semanas intensas, por vários países de uma Europa limpinha e… Continue Reading →

UNDERGROUND

A coberto do motim, pisavas a cela pela primeira vez. Reconheci-te os olhos únicos de forasteiro, espreitando sempre que me estendias a malga de sopa aguada através da portinhola. E o toque, que se tornara cada vez mais demorado. A… Continue Reading →

Demanda | Ao invés de ou como Pirandello*?

Percebia uma história para contar, contudo perdida, não a encontrando em rosto, memória, música, poema ou notícia. Talvez inverter o sentido: – Ser repórter sua em dia seu, qualquer, aquele mesmo. Essencial era afastar o pressentimento da desilusão confirmada nas… Continue Reading →

Indiscrição

Se Pandora soubesse… ― Viviane Luis ― . Imagem: Jean Wei

Cumfortare 2.0

Durante a adolescência, Laura escrevia histórias ao som do piano do seu pai, cuja música não lhe dava sustento, apenas algum conforto e uma lata de atum com espaguete. Todos os dias. Hoje, Laura ainda escreve, mas come uma baguette… Continue Reading →

Subterrâneo

Êxito estrondoso. Ovação em pé. Espreita-os por trás da cortina: vão saindo, a pouco e pouco, entre conversas de circunstância. Exausto, levanta o alçapão e desce. Até ao próximo sucesso, poderá descansar. ― Teresa Gonçalves ― Imagem: Unsplash

Erro de pontuação

Gozava de uma vida boa cujos méritos se satisfazia, amiúde, em elencar: família que só lhe dava alegrias e na qual havia muito amor realização profissional dinheiro para gastar amigos de jantaradas outros de confidências férias três vezes por ano… Continue Reading →

Porque sob uma superfície há sempre um subterrâneo

A mãe consentira-lhes a sesta na relva macia, sob a macieira amena, mas só uma viu a toca do coelho branco. ― Isabel Mattos ― Imagem: Pixabay

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